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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Laboratórios em São Paulo


Muita gente me pede indicação de bons laboratórios em São Paulo. Então seguem abaixo meus 5 preferidos:

CAPOVILLA PINHEIROS
www.capovilla.com.br
Serviços de laboratório em geral. Tem minilab para impressão química e tem jato de tinta para impressões maiores e/ou em papéis diferenciados.

CLICIO IMPRESSÃO
http://www.clicio.com.br/site/impressao/
Excelente serviço de impressão fotográfica, sob o olhar do mestre Clicio Barroso.

ESPAÇO VISUAL
www.espacovisual.com
Laboratório de impressão fine art com certificação da Hahnemühle. Trabalham também com revelação química. Aceitam receber as fotos através do We Transfer e podem fazer o envio através de Sedex ou serviço de motoboy.

FOTOLAB
www.fotolab.com.br
Serviços de laboratório em geral, fototelas, impressão de álbuns e livros. Em Osasco.

LABTEC
www.labtec.com.br
Serviços de laboratório em geral.

sábado, 9 de março de 2013

Você sabe o que é um Giclée?


"Giclée é um termo que, no início da tecnologia digital, se dava ao processo de fazer cópias (reproduções ou gravuras) de obras arte em impressoras jato de tinta e papéis fineart. Essas reproduções, quando feitas da maneira correta, tem a vantagem única de que as cores dificilmente ficarão esmaecidas ou desaparecerão. A reprodução giclée é idêntica à cor do original, e algumas destas cópias são capazes de enganar até mesmo o olho mais treinado; a qualidade das impressões em canvas é notável.

Hoje a palavra é usada livremente tanto para reproduções de obras de arte quanto para fotografias impressas em papéis nobres.

• O Termo:
O termo “giclée print” conota um aprimoramento na arte da gravura. Imagens são geradas a partir de reproduções fotográficas de grande formato ou scans de alta resolução, e impressas com tintas de qualidade de arquivo em vários substratos, incluindo tela, papéis fineart, e papel fotográfico. O processo de impressão giclée fornece uma maior precisão de cor do que outros meios de reprodução mecânica. Quando usado para impressões fotográficas, pressupõe o uso de papéis nobres de belas artes especialmente preparados para receber em sua superfície as tintas pigmentadas das modernas impressoras.

• O Processo:
Impressões giclée são criadas geralmente usando impressoras jato de tinta profissionais de 8 a 12 cores . Entre os fabricantes de vanguarda estão Epson, HP e Canon. Estas impressoras com modernas tecnologias são capazes de produzir cópias incrivelmente detalhadas, tanto para fineart quanto para mercados fotográficos. Impressões giclée são muitas vezes referidas como “Impressões Iris” já que a impressora Iris Printer foi a pioneira no processo digital, no final dos anos 1970, e que possuía 4 cores.

• As Vantagens:
Imprimir obras artísticas em giclée é vantajoso para os artistas, que encontram um método viável para produzir seus trabalhos tanto em quantidades grandes quanto on-demand, reproduzindo a sua arte com qualidade absoluta. Uma vez que uma imagem é digitalmente arquivada, reproduções adicionais podem ser feitas com o mínimo esforço e custo razoável. O investimento inicial da produção em massa, geralmente proibitivo para uma grande edição, é eliminado. Arquivos processados e tratados não irão se deteriorar nem perder qualidade, como é inerente aos negativos e filmes. Outra grande vantagem da impressão giclée é que as imagens digitais podem ser reproduzidas em quase qualquer tamanho, e em diversos meios de comunicação, dando ao artista a capacidade de personalizar impressões para um cliente específico.

• A Qualidade:
A qualidade da impressão giclée é superior aos tradicionais processos de impressão de haleto de prata e gelatina (fotográficos), e é comumente encontrada em museus, galerias de arte e galerias fotográficas."

Em São Paulo, o ADI Atelier de Impressão faz o processo. Basta ir até eles com seu arquivo digital ou mesmo com um quadro, gravura ou fotografia impressa que eles mesmos digitalizam ou encaminham para digitalização. Obras pequenas, segundo o site, podem ser digitalizadas lá no laboratório mesmo, já, as maiores, são encaminhadas para fotógrafos profissionais para serem fotografadas.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Metacrilato, uma alternativa em acabamento para suas fotos

Fotografia do site ADI - Atelier de Impressão
"Metacrilato – o Poly(methyl methacrylate) – PMMA, ou Polimetacrilato de Metila, é um termoplástico transparente, usado frequentemente como uma alternativa leve e resistente à quebras quando comparado ao vidro; conhecido popularmente como acrílico, às vezes é chamado de vidro acrílico. Quimicamente, é o polímero sintético de metacrilato de metila. O material foi simultaneamente desenvolvido em 1928 por vários laboratórios, e foi introduzido no mercado em 1933 por Rohm and Haas Company, sob a marca Plexiglas. Desde então, já foi vendido sob muitos nomes diferentes, incluindo Lucite e Perspex.

No mercado de arte brasileiro, “metacrilato” passou a ser sinônimo da técnica de se montar fotografias embutidas entre duas placas de acrílicos cast (face-mounting), prontas para serem penduradas nas paredes, dispensando qualquer outro tipo de moldura; a montagem em metacrilato produz a sensação de profundidade e tridimensionalidade nas fotografias, e é bastante apreciada nas galerias de arte contemporânea (...), além de serem isoladas da umidade e do ozônio, dois conhecidos fatores de risco na longevidade de obras de arte.

Adicionar legenda
Em São Paulo, alguns laboratórios oferecem esse tipo de acabamento. Um laboratório bem confiável para se fazer o serviço é o ADI - Atelier de Impressão. Veja o que diz o site deles:

"No ADI, só produzimos metacrilatos a partir de impressões inkjet em papel Canson, usando acrílicos cristal de 4mm para a parte frontal da peça, e confeccionando o fundo em acrílico de 2mm, nas cores branco ou preto, e como acabamento um perfil de alumínio anodizado nas mesmas cores. Seu pedido pode ser personalizado (tamanho, espessura, cores e material do fundo), ou padronizado (...)".

O Espaço Visual também está trabalhando com esse tipo de acabamento e diz "inicialmente tratado como uma alternativa ao vidro, por ser mais leve e mais resistente a quebras, o metacrilato rapidamente se mostrou um material muito versátil. Seu uso como acabamento para impressões fotográficas é recente".

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Entenda o que é um Printer Certificado

Vista parcial da Exposição "Living Room - Quarto Vivo" na Emma Thomas (2007)
Quem trabalha com impressões fine-art está sempre se debatendo em busca de um bom laboratório para executar suas ampliações.

Em era de digital as impressões jato-de-tinta adquiriram muita qualidade, permitindo que o fotógrafo-artista possa hoje escolher entre ampliar uma foto em processo químico - utilizando papéis fotográficos tradicionais, à base de prata, com revelação química e tudo mais - ou ampliar em papéis diversos, os chamados "papéis de qualidade fotográfica" que imitam a gramatura e a superfície dos de prata, porém são impressos em impressoras jato-de-tinta e similares.

Esses papéis de qualidade fotográfica vêm sendo bastante utilizados nas impressões fine-art já que a variedade de superfícies, as opções em gramaturas e a possibilidade de serem comprados em versões 100% algodão, livres de ácido (PH neutro), que atendem a padrões museológicos de durabilidade, cativam àqueles que pensam em expor em galerias e procuram alternativas diferenciadas.

Em São Paulo é cada vez maior o número de laboratórios que vêm implantando essa alternativa de impressão.

Eu, pessoalmente, já executei alguns trabalhos autorais utilizando esse tipo de material, porém, o que mais me chamou a atenção foi o fato de muitos laboratórios não saberem o que é PH neutro e oferecerem na venda casada, as alternativas de adesivagem em superfícies ácidas, com colas ácidas ou montagem em passepatours ácidos.

Outra questão diz respeito à impressora propriamente dita, já que soube recentemente que "tintas minerais" são mais adequadas nesse tipo de impressão do que as tintas comuns. É possível, inclusive, localizar na internet documentos da Epson sobre que tintas podem ser usadas em papéis fine-art Hahnemühle e Canson para que o material dure. Veja em http://www.canson-infinity.com/pt/iso_album/press_release_en_digigraphie_canson_july09.pdf

Recentemente, numa palestra sobre os papéis Canson, soube que para a fábrica dar garantia de vida longa às imagens impressas nessa linha de papéis, haveria necessidade que o printer (o impressor) utilizasse a tinta correta e o consumidor final tomasse certos cuidados com a escolha da moldura e o local onde o trabalho ficará exposto.

No tocante ao manuseio, o próprio site da Canson publicou um excelente material que pode ser acessado através do site http://www.canson-infinity.com/pt/printing_storing.asp

Já, com relação ao printer, como ter garantia de ele estaria utilizando a tinta correta e manuseando adequadamente o papel?

A solução está em se utilizar o tal "Printer Certificado" que, em resumo, é um impressor que segue à risca todos os requisitos recomendados e que, através de uma espécie de aval da fábrica de papéis, estaria apto a receber um certificado de printer qualificado. O usuário que utilizar esse printer sai do laboratório de impressão com sua cópia acompanhada de um certificado impresso que dá todas as garantias de durabilidade.

Certificado da Fotospot
Tive oportunidade de ver esses certificados anexos nas impressões de fotografias vendidas pela Fotospot. Achei muito interessante como eles ampliaram esse certificado, acrescentando informações sobre a tiragem, a autenticidade da obra e dicas de manuseio e conservação.

Segundo o representante da Canson há apenas um printer certificado por eles no Brasil. Numa busca pela internet descobri que é o ADI - Atelier de Impressão de Recife que, através do fotógrafo Clicio Barroso já está se estabelecendo em São Paulo, no bairro de Pinheiros.

Com isso, acho que já podemos ver uma luz no fim do túnel. 

ADI - Atelier de Impressão

Canson Infinity

Fotospot

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Conheça a nova linha de papéis Fine Art Harman - Hahnemühle

Numa postagem anterior, já vimos como os papéis da marca Hahnemühle são uma opção atraente para quem procura qualidade nas impressões jato de tinta Fine Art.
Caso você não tenha visualizado, a postagem está em:

Hoje, recebi um comunicado da revendora Molducenter, informando que houve uma fusão da Hahnemühle com uma outra empresa chamada Harman e que, juntas, elas lançaram mais alternativas em papéis.

Vejam abaixo o material recebido:

"Em parceria com a Hahnemühle, a partir de agora a Molducenter agrega à sua linha de produtos para Fine Art os papéis fotográficos HARMAN Professional Inkjet by Hahnemühle, especiais para impressão jato de tinta.
Com a fusão de duas empresas renomadas, Hahnemühle e Harman, foi criada uma linha de sete mídias sofisticadas que a Molducenter hoje implementa em sua série de produtos.
São papéis com qualidade museológica de conservação, e correspondem às mais altas exigências de estética e durabilidade."


Para mais informações acesse:
http://www.molducenter.com.br/
http://www.conservart.com.br/

Para ver o site da Harman acesse: http://www.harman-inkjet.com/home.asp

Para ver o da Hahnemühle acesse: http://www.hahnemuehle.com/site/en/169/home.html

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Hahnemühle - Conheça os papéis alemães para impressão fine-art

Eu já havia lido sobre a qualidade desses papéis e, nas galerias, já havia detectado o uso em diversos trabalhos fine-art.

Recentemente, li na Revista Photos & Imagens uma entrevista feita pelo repórter Bola Teixeira. Ele entrevistou, por e-mail, Norberto Klinke, o diretor de vendas e marketing dessa empresa alemã. Veja alguns pontos que destaquei na entrevista:

- A Hahnemühle (fundada em 1584) nasceu muito antes da fotografia, produzindo papel de carta e ofício. Ela tomou impulso junto à fotografia há aproximadamente 10 ou 12 anos, quando começou a saga das impressões inkjet voltadas para a fine-art. Na época a Hahnemühle desenvolveu o papel Photo Rag 308, um papel jato de tinta 100% algodão.

- Segundo Klinke, a Hahnemühle se preocupa com o meio ambiente. Eles usam energia gerada por água para a produção do papel e procuram utilizar algodão e celulose provenientes de provedores certificados com o selo FSC (Forest Stewardship Council) e matérias primas renováveis como bambu e cana-de-açucar.

- Para os fotógrafos de fine-art a ampla gama de opções de acabamentos ajudam na expressividade do artista. Há opção de diferentes texturas, cores, superfícies. Há o texturizado, o liso, o ultrassuave, de cetim, pérola, brilho e alto brilho.

- Além disso a longevidade do material também é importante para firmar o produto como obra de arte. Dependendo dos pigmentos usados na impressão a garantia certificada de longevidade é de 60 a 200 anos, dependendo das condições ambientais às quais as impressões são expostas.

Para visitar a página da Hahnemühle acesse:

Fonte:
Revista Photos & Imagens Ano 12 #75 - Matéria: Made in Germany

domingo, 21 de novembro de 2010

Como calcular dpis e lineaturas para imprimir fotografias?



300dpi é uma resolução considerada padrão para impressão.
Significa que uma imagem deveria sempre ter 300 pontos (ou pixels) por polegada quadrada, dentro do tamanho de impressão já escolhido. Essa regra vale para minilabs, ou seja, fotos impressas em papel de prata.
Impressoras offset (gráficas) trabalham com o conceito de linhas (lineatura).
Se mandar informação demais numa determinada área, as linhas "grudam" umas nas outras, a tinta se espalha. Neste caso o importante seria saber a lineatura antes de preparar as imagens.
Exemplos:
- Impressão em tecido = 18 LPI (linhas por polegada)
- Jornal = 90 LPI
- Papel sem Revestimento (alta alvura) = 133 LPI
- Papel Revestido (couchê) = 150 LPI


Como não estamos acostumados com cálculos de lineatura, caso você vá imprimir algum material que dependa dessa informação faça o seguinte:
Vamos imaginar que você vai imprimir sua imagem num papel couchê a 150 LPI (essa informação é a gráfica te diz).
Pegue esses 150 e divida por 2 = 75.
Agora multiplique por 3 = 225.
Isso dará 225dpi.
Ou seja, prá sua foto ficar bacana ela precisará ter 225dpi.

Outra informação importante é que se a gente for pensar em imprimir fotos muito grandes, como no caso de um outdoor, imagina-se que precisaríamos de kilos de megapixels para que, depois do tamanho de ampliação definido, pudéssemos ter os tais 300 pontos por polegada quadrada (300dpi). Mas não é bem assim.
Existe uma equação ligada à distância de visualização.
Revistas, livros, jornais a gente segura na mão, em torno de 50cm de distância. Então aqui vale o cálculo da lineatura ou das 300dpi. Conforme a distância vai aumentando nossa percepção de detalhes se modifica.


Para impressões que serão vistas com distância maior que 50cm, faça o seguinte cálculo:
Duplique a distância e a resolução cairá pela metade.
Dez vezes mais longe, dez vezes menos pixels são necessários.
Com isso, banners feitos em lona para pendurar em fachadas de lojas costumam ter 30dpi.
Já um outdoor que será visto à longa distância pode ser feito com 20dpi.


Este texto foi baseado em publicação de Alex Villegas na Revista Photos & Imagens.