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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Os cuidados na conservação das fotografias

Arquivo fabricado pela Classe A Flex

"O termo conservação de acervos fotográficos abarca dois níveis. O primeiro trata da escolha de materiais, embalagens, mobiliários, condições de climatização e manuseio adequados. Esse conjunto é a conservação preventiva. O segundo nível trata da conservação reparadora ou curativa, que é a limpeza da fotografia.

A restauração é a etapa mais dramática, pois a intervenção na fotografia é invasiva ao recuperar características originais do material. Esse processo resulta em acréscimo de novos materiais."¹

Um dos caminhos para buscar especialização na área seria, como fez Sergio Burgi, cursar um mestrado em Conservação Fotográfica na School of Photographic Arts and Science, no Rochester Institute of Technology, nos EUA. Lá ele pôde desenvolver trabalhos específicos nas áreas de conservação, organização e curadoria de acervos.

"Outra contribuição relevante na formação de técnicos na conservação e restauro de fotografias no país é o livro "Conservação de Coleções de Fotografia", do professor português Luis Pavão Ida, publicado pela Dinalivro em 1997. Tornou-se referência obrigatória.

Sobre técnicas empregadas na conservação e restauro de fotografias, a Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) coloca à disposição de interessados literatura específica pelo site www.arq.org.br. Um deles é "Como tratar coleções de fotografias", de Patrícia de Fillipi, Solange de Lima e Vânia Carneiro de Carvalho."¹


¹ Encarte "Fine Art Fhox", "Os cuidados na conservação", pág 22.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dicas de durabilidade e conservação de fotografias

Foto da série Beira-Mar de Beth Barone
Relendo uma publicação antiga sobre a SP-Arte, encontrei este texto sobre conservação e durabilidade de fotografias que pode ser do interesse de todos. O texto é de autoria de Sergio Burgi:

DURABILIDADE

"Esse é um problema que deve sempre ser pensado. Uma cópia em papel fotográfico cor, com gelatina e corante, tem qualidade baixa e, no máximo entre 40 e 50 anos, sofre inevitavelmente alterações na cor. Os papéis produzidos nas duas últimas décadas melhoraram um pouco isso, aumentando a durabilidade dessas fotografias em mais 10 ou 15 anos.

Já o preto-e-branco, ou seja, o papel à base de gelatina e prata, é mais estável. Papel fibra, menos industrializado, é muito melhor que o resinado, que com o tempo tende a se quebrar na superfície. Se o processo de ampliação for finalizado com um banho de selênio ou ouro, por exemplo, essas cópias podem ter durabilidade de mais de um século. A viragem em sépia, que na verdade é a transformação da prata contida no papel em sulfeto de prata, é extremamente estável também, mas obriga a uma opção estética nem sempre desejável.

Hoje em dia, após o surgimento das câmeras digitais, apareceu uma infinidade de papéis e tintas que estão revolucionando a impressão de fotografias. Muitos fabricantes utilizam a nanotecnologia para gerar uma camada no papel a ser impresso que, segundo eles, garante a estabilidade do processo por mais de um século. O resultado fica mais próximo da gravura que da fotografia, mas pode ser uma ótima solução para cópias de longa durabilidade, seja em cores ou em preto-e-branco. Pesquisas interessantes a esse respeito podem ser vistas no site www.wilhelm-research.com."

MOLDURAS

"Uma fotografia bem emoldurada pode garantir uma vida duradoura e saudável para a cópia fotográfica. Mas se a mesma for de má qualidade, poderá determinar estragos irreparáveis à obra. O passpatour, por exemplo, é fundamental. Ele tem duas funções: evitar que a cópia encoste no vidro e criar uma proteção de pH neutro (ele deve cobrir o verso da fotografia também). na parte de trás da moldura não deve jamais ser usado madeira ou materiais tipo eucatex (muito utilizado por alguns moldureiros). O ideal é algum material do tipo foam board. Entre o foam board e o passpatour, pode-se colocar um filme de poliéster.

O vidro com proteção contra raios UV é mais uma forma de proteger a obra. A fotografia deve ser fixada com cantoneiras e não deve levar nenhuma fita adesiva sobre ela. O ideal é que quando a moldura for desmontada a fotografia saia integralmente, sem nada que a prenda ao suporte. Manter o quadro a um centímetro da parede protege contra a umidade natural de qualquer superfície sujeita às mudanças de temperatura. Por isso, também é mais precavido optar por paredes internas do ambiente que não tenham a outra face voltada para o exterior, exposto ao sol e a chuva. Para obras mais delicadas o ideal é deixá-las em locais de baixa luminosidade, com a opção de se iluminar em momentos específicos com um dimmer."  
  
Fonte: Revista SP-Arte - Circuito de Fotografia - Sem data

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Conservação de Fotografias

05/03/08 - Monica postou:
Achei num site da revista Veja, edição 2046 de 6 de Fevereiro de 2008

Melhor forma de guardar: em álbuns com a especificação "acid free", sinônimo de pH neutro. São mais caros e difíceis de encontrar, mas em compensação prescindem da alta acidez típica dos álbuns comuns, responsável pela oxidação do papel e pelo envelhecimento da fotografia.

O que evitar: armazená-las em ambientes quentes demais. A temperatura ideal deve oscilar entre 19 e 21 graus. O calor em excesso faz a película gelatinosa sobre a foto se expandir, e isso facilita a entrada de umidade naquela parte onde ficam os pigmentos da imagem, causando manchas e perda de cor.

Dica dos especialistas: fazer cópias das fotos colocadas em porta-retratos. Com a exposição constante à luz, é como se o processo de revelação da imagem continuasse — e a fotografia sempre sai desbotada.