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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Você sabe o que um chapéu de monitor?

Protetor para monitor marca Hoodman
Saiu na Revista Fotografe Melhor uma dica interessante sobre um acessório que pode ser comprado pronto ou feito por você com alguma cartolina ou placa preta e que vai ajudá-lo a enxergar mais fielmente as cores da fotografia que você está manipulando. Trata-se do "chapéu de monitor".

Segundo a revista "geralmente, há luz demais nos ambientes de trabalho, o que prejudica a visualização da tela do monitor. É verdade que os colorímetros levam em conta a quantidade de luz no ambiente, mas acima de um certo limite sempre será prejudicial. Há os radicais que desligam toda a luz do ambiente, mas não é preciso tanto".

"O mais sensato é cobrir o seu monitor com um anteparo preto, mais conhecido como chapéu de monitor. Assim, elimina-se não só o excesso de luz como eventuais invasões indesejadas de cor. Afinal, é querer demais que o ambiente de trabalho seja todo cinza neutro...

Esse importante acessório até pode ser improvisado. Basta uma cartolina preta e uma fita dupla face. Corte de modo a cobrir principalmente a parte superior do monitor. A lateral pode ficar praticamente descoberta (...).

Nos EUA, há um chapéu fabricado pela Hoodman. No Brasil, a Instan Color Image Center fabrica artesanalmente (...) utilizando placas rígidas de foam preto. É um investimento relativamente barato e feito sob medida.

domingo, 13 de maio de 2012

Como fazer uma calibragem profissional no seu monitor

Calibração de monitor
Na tag Monitores deste blog é possível encontrar explicações e dicas para deixar o monitor do seu computador com as cores o mais aproximado possível daquilo que será visto na impressão do material. Entretanto, acabei guardando aqui comigo uma matéria que saiu na Revista Fotografe Melhor chamada "Calibração Profissional", escrita por Marcos Kim, que pode te ajudar ainda mais. Veja o que diz:

Na calibração profissional "usam-se dois equipamentos: colorímetro e espectrofotômetro. Grosso modo, são sensores que medem luz e cor, sendo o primeiro, a cor do monitor, e o segundo, a cor impressa. Além disso ambos medem a luz do ambiente como os antigos kelvinômetros.

É importante ressaltar que a calibração profissional sempre tem duas etapas, diferentemente da amadora, que tenta resolver tudo de uma só vez. Em primeiro lugar, você deve neutralizar o seu monitor, ou seja, tentar anular os desvios de cor, ajustar a densidade, e enquadrá-lo em um padrão, à semelhança de um ISO 9000. Em outras palavras : ver o cinza realmente cinza, o que é mais complicado do que pode parecer.
Quem faz isso por você é o colorímetro (a calibração amadora apenas tenta chegar perto disso). Veja que essa etapa não tem nada a ver com o minilab digital ou qualquer outro tipo de impressora, mas é importantíssima dentro do processo completo.

Em segundo lugar, é necessário instalar um ICC Profile (Perfil ICC) de impressão, que simula o resultado do print final, ou seja, faz um "meio-de-campo" entre o computador e seu minilab digital/impressora profissional (amadora não rola), de modo relativamente fiel à mídia escolhida (papel mate, brilhante, luster...). É a etapa mais importante, indispensável.

Colorímetro: um Amigo

Já vou adiantar uma dica importante: convém você comprar um colorímetro. Ele deve ser usado com frequência, e digo honestamente: não compensa contratar um consultor, como eu, para fazer o serviço. A longo prazo a compra se torna um investimento de retorno absolutamente garantido. Usar o aparelho é um procedimento relativamente simples, e o software costuma ser auto-explicativo.

O brinquedo não é absurdamente caro: custa entre 150 a 300 dólares (nos EUA). E você pode rachar o custo entre outros colegas fotógrafos, pois cada um só precisaria usá-lo uma vez por mês, aproximadamente. É o tipo de equipamento que, pela excelente relação custo/benefício, todo laboratório fotográfico deveria ter.

Vale dizer que, ao comprar o colorímetro, você recebe um software básico de calibração de monitor. Pode-se comprar um programa separado, que não é barato, mas é um investimento que compensa. Duas opções seguras (de equipamento e software) são Gretag e Monaco. São como Leica e Hasselblad, qualquer uma é boa escolha.

Você certamente já viu fotos ou ilustrações, com um treco redondo ou em forma de mouse, grudado na tela do monitor como se fosse um estetoscópio. Pois é isso mesmo: o colorímetro é o médico do seu monitor. Faz o diagnóstico e, logo depois, apresenta o tratamento. Como qualquer paciente, você precisa colaborar, seguindo as instruções que surgem ao longo do processo. É importante que o monitor tenha o recurso de ajuste individual do RGB. No final, o software de calibração vai gerar um perfil de cor do seu monitor. É crucial que você não o confunda com o perfil de impressão, o qual veremos adiante. Perfil ICC de monitor e perfil ICC de impressão são complementares, mas totalmente diferentes.
 
Normalmente, os monitores tradicionais (CRT) contam com o recurso de ajuste individual de RGB. Já os de cristal líquido (LCD) nem sempre podem ser ajustados desta forma (tem dois ou três ajustes pré-determinados). E os notebooks, em geral, só dispõem de ajuste de brilho. De qualquer forma, os bons softwares de calibração tentam levar em conta os limites dos monitores. E lembre-se: monitor velho é ótimo... para doar para o departamento administrativo.

É bom lembrar que o Perfil de Monitor vale apenas para o conjunto específico de computador e monitor em que você trabalha. Não adianta você copiar o perfil de algum colega. Mesmo porquê, pelo menos uma vez por mês, o perfil precisa ser refeito. Mais ou menos como calibrar os pneus do carro: tem que fazer com frequência e requer algo profissional.
Agora entra em cena o espectrofotômetro. Este sim é um brinquedo caro, a partir de 1.500 dólares, numa configuração adequada à fotografia. Sua função é gerar um Perfil de impressão, que é o pulo do gato de toda a nossa conversa. O perfil de impressão, ou ICC Profile, atua como um tradutor-diplomata. Pega as cores do arquivo, interpreta e envia à sua impressora, devidamente "mastigadas". Ou pode simular o resultado final da impressão. Sem esse tradutor, os desentendimentos e frustrações são inevitáveis. Além disso, ao permitir que o Photoshop simule o resultado de impressão, com boa fidelidade, você antevê os problemas e personaliza a correção. E com isto, poupa tempo e dinheiro, eliminando-se algumas (muitas) dores de cabeça.

Perfil de Impressão

Uma boa e uma má notícia sobre espectrofotômetro. A ruim primeiro: os bons softwares de geração de perfil são bem caros, cerca de 4 mil dólares. Sim, quase o triplo do aparelho. A boa notícia é que você não precisa comprar nem esse treco, tampouco o software. O seu laboratório é que deve fornecer o ICC Profile personalizado a você, gratuitamente. Afinal, é interesse (ou deveria ser) do laboratório fidelizar o cliente. E mesmo o dono de laboratório não precisa comprar o aparelho, pois como um perfil de impressão pode ser revisado em prazos mais longos, vale a pena pagar um consultor para criar o perfil.

Gerar um perfil de impressão é um processo bastante complexo, e realmente exige conhecimentos consistentes a respeito de Gerenciamento de Cor.

Passarei uma noção básica do processo todo, desde a calibração do monitor até a geração de um Perfil de Impressão.

A função do espectrofotômetro é medir a diferença de cores entre o monitor deviidamente calibrado e a sua impressora. Tomemos como exemplo o minilab digital, usando o papel brilhante. (...)

O software que cria o ICC Profile de Impressão gera um arquivo de medição, conhecido como patch. É uma série de quadradinhos coloridos, muito semelhantes entre si, cuja função é mostrar a diferença entre a cor do arquivo e a cor que sua impressora consegue reproduzir. Essa diferença é conhecida pelo nome de Delta E.

Antes de imprimir o arquivo, o operador do minilab deve tomar os cuidados básicos de rotina: verificar os químicos, e fazer um processo chamado de linearização, ou seja, uma espécie de autocalibração do papel inserido no minilab. Também é importante ao abrir o arquivo no Photoshop, que nunca se atribua um espaço de cor a ele (opção Don't Color Manage). O arquivo nunca deve ser gerenciado, pois esta alteração prejudica a medição.

Impresso o arquivo, começa o trabalho de formiguinha: deve-se medir quadradinho por quadradinho para o software calcular o Delta E. São 729 quadradinhos geralmente. Ou seja, um trabalho maçante e braçal. Terminada a medição, o software cria um ICC Profile bastante específico, pois foi medido em cima do papel brilhante. Algo como: "d50_miniilabtal_papelbrilho.icc".

Recomenda-se gerar um perfil específico para o papel mate, pois vários minilabs apresentam diferenças não-desprezíveis entre os dois papéis. Papel metálico gera um perfil medianamente confiável, pois sendo um material de alta refllexão, "engana" o espectrofotômetro.

O processo não acaba aqui. Após o software gerar o perfil, chega a hora de testá-lo. Deve ser inserido na pasta adequada do sistema operacional. No Macintosh: Library - ColorSync - Profiles. No PC: Windows - System32 - Spool - Drivers - Color. Conforme a versão do seu Windows, basta clicar com o botão direito do mouse em cima do arquivo do perfil. Surge a opção "Instalar Perfil". Muito confortável.

Se você trabalha com um bom laboratório, ele deve te fornecer um ICC Profile personalizado e ensinar como instalá-lo. Ok, no Brasil ainda são poucos os que fazem isso.  (...) Se o laboratório não tem perfil ICC próprio, é um mau sinal. Se nem sabe o que vem a ser um perfil ICC, fuja. É um amador que pode até ter a ilusão de que sabe atender profissionais. Mas está se iludindo e iludindo você.

Target da Capovilla da
Pedroso de Moraes
Dentro do Photoshop deve-se abrir um arquivo de referência conhecido como Target. (...)

Novamente deve-se abrí-lo sem atribuir nenhum espaço de cor. Agora em View - Soft Proof, opte por Custom. Surgirá na lista de perfis aquele recém instalado. Não faça a instalação de forma aleatória, siga as instruções do seu laboratório. Um erro aqui torna a operação toda inútil. Aplique-o e veriifique se está legal.

Se sim, salve com um nome adequado, ainda que longo. Algo como "Noritsu3202_Kodak_Endura_Brilhante". Ou seja, coloque o nome do equipamento, a marca do papel e sua característica.

Se o resultado não estiver legal, das duas uma: ou seu monitor não foi bem calibrado (...) ou o perfil do laboratório não está legal e deve ser reeditado. De qualquer forma isso é problema do consultor, não do fotógrafo. Um bom laboratório tem a obrigação de fornecer um ICC Profile de Impressão personalizado, testado e aprovado.

Luz Branca, Por Favor

Uma obrigação que 99% dos laboratórios (e dos fotógrafos) não leva a sério: ter alguma luz branca confiável, sob a qual deve ser analisado o Target de impressão e, por extensão, todas as fotos. Em geral são usadas lâmpadas fluorescentes comuns, que geralmente têm uma tonalidade magenta. Se você coloca uma footo P&B levemente esverdeada sob esta luz, ela vai parecer perfeitamente neutra, o que não corresponde à realidade. Definitivamente é uma perda de tempo discutir com o cliente se ele tem uma luz em casa e o dono do laboratório outra completamente diferente. A luz branca, eu costumo dizer, resolve o "litígio da cor". Debaixo dela a verdade aparece.

Geralmente, as pessoas consideram a luz do sol como sendo perfeitamente branca. Mas é preciso lembrar que, conforme o horário, a temperatura Kelvin varia. Um pôr-do-sol, por exemplo, está longe de ser branco (felizmente, sennão não teria magia). Nove horas da manhã, num dia aberto, é considerado o horário mais próximo dos 5000K.

Não é preciso iluminar todo o ambiente com lâmpadas especiais. Mas, em algum lugar do laboratório, é muito importante ter uma fonte de luz cuja temperatura seja de 5000K (Kelvin). No Brasil, infelizmente, não se encontram muitas opções. A mais conhecida é a lâmpada Chroma 50, mas raramente se acha em outra medida que não seja 1,20m. Custa cerca de R$20,00. Ou seja, um investimento tremendamente barato.


Mesa alemã Just Normlicht
(...) A solução realmente ideal, "profiça no úrtimo", é adquirir uma cabine de luz que é produzida não só com lâmpadas perfeitamente brancas (...) mas também pintadas em um tom de cinza neutro, devidamente certificado dentro de um padrão internacional. Mas aí estamos falando em algo que custa cerca de 700 euros. Um exemplo é a alemã Just Normlicht.

Perfil: Nada de Genéricos

Veja a importância de se utilizar ICC Profiles especíificos e personalizados. Em vários laboratórios que atendi no Brasil encontrei minilabs da mesma marca e do mesmo modelo. Todos apresentaram alguma diferença, de loja para loja, ainda que não tenha sido brutal. E dentro de um mesmo laboratório pode haver a opção de papel Kodak, Fuji, genérico e ainda brilhante, mate, metálico...

A calibração amadora nunca contemplaria toda a gama, tampouco apenas um ICC Profile de Impressão, por mais bem feito que seja. Por isso, para cada mídia, um Perfil ICC de impressão. Para cada laboratório, um conjunto de perfis ICC de impressão personalizados, principalmente no momento em que a tendência é complementar o minilab digital com alguma impressora jato de tinta, de grande formato e alta qualidade.

De forma geral, elas tendem a ser bem mais verdes e escuras do que uma saída digital de minilab e o perfil ICC personalizado ajuda tremendamente a compensar e/ou compreender este desvio."

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Como calibrar seu monitor em 3 passos usando o Calibrize

Acessem o site Informatiquez e veja como calibrar seu monitor em 3 etapas com a ajuda do programa Calibrize. Não é um ICC Profile mas pelo menos ajuda a ver as cores um pouco mais próximas da "realidade".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Monitor calibrado realmente reproduz as cores corretas?

Já postei aqui no blog algumas dicas sobre monitores - veja tag MONITOR no sistema de busca lateral - porém saiu na Revista Photos & Imagens um texto de Alex Villegas intitulado:
"MITOS E VERDADES DA FOTOGRAFIA DIGITAL".
Um dos mitos que ele relaciona é: MONITOR CALIBRADO REPRODUZ CORES CORRETAS
Olha só o que ele diz a respeito:

"Sim, você deve usar um monitor calibrado, porém há limitações inerentes ao sistema.
Por exemplo, um monitor é incapaz de reproduzir determinados tons.
Alguns tons de ciano (cian) estão fora de possibilidade.
Outra coisa: monitores de LCD reproduzem certos tons de amarelo que um CRT não reproduz.
Há também problemas com o "Espaço de Côr", ou seja, se você usa o Photoshop em Adobe RGB. Esse espaço poucos monitores conseguem reproduzir com perfeição.
Usa espaço "ProFoto"? Nenhum monitor consegue reproduzir com fidelidade.
O que se vê na tela vai ser sempre algo interpretativo."

sábado, 6 de novembro de 2010

Curiosidades Sobre a Percepção da Cor

A correta reprodução das cores preocupa fotógrafos que precisam de fidelidade entre o "real" e o representado pela fotografia.
Dependendo da fonte de luz que ilumina o objeto, a cor desse objeto é vista diferente.
Eu mesma já entrei numa loja e comprei um casaco que parecia ser de uma cor, porém, ao usá-lo sob a luz do sol vi que a cor era completamente diferente da que vi na loja.
Coitado do fotógrafo que precisa registrar as cores fielmente, como os da área de publicidade e os que reproduzem obras de arte pois dependendo da fonte que ilumina o objeto, a luz refletida será vista diferentemente.
Com isso, após o fotógrafo ultrapassar a barreira de "registrar fielmente as cores", segue-se o desafio de olhar as imagens produzidas para saber se deu tudo certo.
Então, se sua foto for digital e precisará ser analisada na tela do computador, preocupe-se em manter seu monitor calibrado, sua temperatura de cor precisa ser de 6500K e use uma lâmpada no ambiente (no local onde ele fica) de código iluminante D65.
Se for olhar uma foto impressa no papel, melhor olhar com luz natural ou comprar uma dessas lâmpadas denominadas "lâmpadas gráficas" especialmente desenvolvidas para se olhar fotos. Uma delas é a da Philips código TL-D90 Graphica Pro 58W/950 SLV (5000K - IRC 98).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Que monitor comprar para manipular fotos no meu PC

04/05/10 - Beth postou:
Recentemente vi uma matéria sobre o assunto dizendo que atualmente nas lojas há uma centena de modelos LCD e alguns poucos CRT (tubo).
Os CRT tem cor boa e estável, mas estão ultrapassados.
Os LCD, mais modernos e fáceis de achar, são do tipo TN (Twisted Neumatic). Eles apresentam um problema ligado à cor que muda conforme a angulação que você olha a tela, o que seria um problema maior ainda.
Com isso o que se recomenda são os poucos e raros monitores de LCD do tipo VA (Vertically Aligned), bem mais caros que os TN. Eles podem ser reconhecidos pelas siglas SPVA, MVA, S-PVA, ou seja, tem sempre outras letras antes do VA.
Outro recomendado são os LCD do tipo IPS (In-Plane Switching), os melhores de todos, mas cujo custo chega a doer.
Marcas recomendadas? Eizo e Lacie.
Segundo o autor da matéria, existe um único monitor bom no mercado a preço convidativo. É um da marca Dell chamado Monitor 2209WA.
Por curiosidade entrei no site da Dell Brasil e vi que o produto está indisponível.
Via Google, encontrei uma matéria muito bacana assinada por Geraldo Garcia, que vale a pena ser lida:
Como se sabe existem empresas especializadas em fazer os ajustes no seu monitor para que as cores vistas nele fiquem fiéis às cores impressas.
Quando se faz uma calibração o resultado final acusa um valor chamado Delta E.
O Delta E é um valor que indica a diferença entre a cor esperada e a obtida após a calibração.
Quando você faz a calibragem e o resultado é inferior a 1, isso significa que seu monitor é muito bom, pois as cores vistas estão muito próximas do esperado.

Um bom monitor CRT (tubo) acusa Delta entre 1,3 e 1,8.
Monitores LCDs comuns (TN) podem acusar Delta 15, ou seja, absurdamente fora do esperado.
O monitor Dell modelo 2209WA tem apresentado Delta 0,67, por isso a recomendação.
Resumindo: fique atento com sua próxima compra de monitor. Se for MAC o problema termina aí, se for PC, merece uma pesquisa e uma avaliação cuidadosa, incluindo aí os novos monitores de LED.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Calibração de Monitores - ICC Profile

Vejam abaixo este e-mail recebido do laboratório fotográfico Espaço Visual:

A calibração de monitores de vídeo é um assunto ainda desconhecido para muitas pessoas. Mas é muito importante pra quem precisa de fidelidade nas visualizações de fotografias e impressões.
Uma vez calibrado, o monitor vai mostrar as cores e tonalidades reais. E as impressões dessas imagens serão muito próximas do que se vê na tela do monitor. A calibração vai garantir fidelidade, desde a captura até a impressão das fotos.
Pode-se calibrar um monitor manualmente utilizando-se os recursos do Adobe Gamma, que vem com o Photoshop. Existem muitos sites com informações passo a passo sobre essa técnica, mas os resultados deixam a desejar pra quem precisa editar fotos profissionalmente. A melhor maneira de se calibrar monitores de vídeo é usar um colorímetro, instrumento que avalia e corrige com precisão a reprodução de cores de um monitor.
Somente a calibração feita com um colorímetro faz o monitor reproduzir as cores de acordo com os padrões definidos pelo International Color Consortium - o ICC.
Para a calibração utiliza-se um colorímetro e um software. O software do colorímetro testa os ajustes do monitor, gerando cores na tela. As cores geradas são lidas pelo colorímetro (fixado no centro da tela do monitor por ventosas ou por um suporte). O software avalia como as cores que estão sendo geradas são mostradas no monitor, compara com as cores padronizadas (ICC) e gera as informações de calibração.
Em seguida, altera os ajustes da placa de vídeo do computador para obter o melhor desempenho no monitor, corrigindo falhas na reprodução das cores. Todos esses ajustes irão formar o monitor profile, um arquivo repleto de informações sobre a reprodução de cores do seu computador, e que será lido na inicialização. Quando você liga seu computador, ele já carrega a calibração.
O resultado dessa calibração será tão mais preciso quanto melhor a qualidade do colorímetro.
Existem monitores que possuem recursos de autocalibração, e são muito utilizados na indústria gráfica. A calibração deve ser feita periodicamente, pois monitores se desgastam com o tempo de uso. O desgaste pode fazer com que monitores antigos não sejam mais calibráveis por não se conseguir chegar ao resultado desejado. A iluminação no ambiente de trabalho do monitor deve ser o mais suave possível, nenhuma luz deve incidir diretamente sobre a tela do monitor.
A maioria dos colorímetros funciona como descrito aqui. A sua aquisição é bastante recomendável, embora o custo ainda seja alto quando comparamos, por exemplo, com um computador PC.
O Espaço Visual oferece serviços de calibração para os clientes. O cliente nos traz seu computador (monitor, cpu, teclado e mouse) e em até 24 horas terá seu monitor calibrado. Cada calibração custa R$ 80,00.
Com seu monitor devidamente calibrado, ao enviar imagens para imprimir no Espaço Visual solicite serviços sem correção. Dessa forma, as imagens serão impressas de acordo com os padrões do ICC e serão fiéis ao que você vê no monitor. Todos os nosso equipamentos estão calibrados de acordo com essa padronização.
Atenciosamente,
André Dallari Guerreiro
SAC - Serviço de Atendimento ao Cliente do Espaço Visual
R. Tangará 337 - Vila Mariana - São Paulo - SP
(11) 5084-6255/ 5539-6731 / 2770-0874
http://www.evisual.com.br/