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domingo, 28 de novembro de 2010

Como fazer uma fotografia 3D através do processo anáglifo

A imagem 3D está se tornando o must do momento, seja nos filmes como "Avatar" ou na propaganda das TVs domésticas. Entretanto esse processo já é antigo e o efeitos podem ser obtidos de diversas maneiras. Um dos processos é o chamado "processo anáglifo". Apesar do nome estranho, com certeza você já viu alguma fotografia feita assim, pois é aquele processo em que se faz necessário o uso de um óculos bicolor (uma lente azul e uma vermelha) para visualizar o efeito.

Em 2005 fiz uma pesquisa sobre esse processo e vou aproveitar o blog para compartilhar com vocês este interessante texto assinado por Marcos Muzi, publicado no extinto Fotosite:

"De todos os processos estereoscópicos, o anáglifo é o mais popular e democrático. Sua versatilidade permite que seja utilizado em vários meios: projeção, tela de computador, televisão e impressos. Livre de calibragens e acomodações, o anáglifo permite a todos que percebam algum tipo de relevo. É também um processo extremamente econômico, permitindo o estudo da linguagem estereoscópica de forma rotineira sem grandes investimentos em equipamentos e softwares milionários. O equipamento necessário se reduz a um óculos bicolor (vermelho e cyan).
Toda a imagem estereoscópica é dupla – e cada olho deve ver exclusivamente a imagem que lhe é correspondente. Esta breve, mas fundadora definição de estereoscopia poderia ser cristalizada na seguinte quadra: olho direito, imagem direita / olho esquerdo, imagem esquerda. Todos os sistemas estereoscópicos antigos e modernos repousam sobre esta regra pétrea. As maneiras de apresentar o par estereoscópico é que conheceram inúmeras formas, do bizarro ao digital.

O anáglifo faz uso de um engenhoso artifício, que de saída multiplica por dois o aproveitamento da imagem na tela ou do papel: as imagens esquerda e direita são impressas uma em cima da outra, superpostas, e não no pareamento que era usual na fotografia estereoscópica do século XIX. Isso porque as imagens são impressas em cores diferentes, opostas, complementares. Uma imagem é inteiramente vermelha e a outra inteiramente azul, como é comum - mas não essencial - na escolha das cores. A mágica reside no filtro de cor, que apaga a indesejada imagem não-correspondente. A imagem impressa ou projetada em azul desaparece através do filtro azul usados pelo espectador. E a imagem vermelha fica, através do mesmo filtro azul, sublinhada em poderoso preto. Da mesma forma, o filtro vermelho apaga a imagem vermelha e sublinha a azul. Bingo! Uma só imagem para cada olho!

Aí reside, curiosamente, uma de suas maiores limitações: o anáglifo não gosta muito de cor, e restitui volume mais sutilmente a partir de tons de cinza. Não obstante, os mesmos tons de cinza tornam-se eficiente argila na mão do estereoscopista...

Não obstante, o poder de resposta rápida que o anáglifo oferece faz com que este sistema seja útil na manipulação da imagem estereoscópica. Veja como abaixo. Vale lembrar que toda imagem anaglífica produz um par estéreo e todo par estéreo produz um anáglifo.

Como realizo imagens tridimensionais hoje?

Aqui vai um receituário que indica as operações básicas do anáglifo a partir de um par estereoscópico (se precisar copie o que trazemos como exemplo para aprender, mas veja nas colunas anteriores como proceder para obter o seu próprio). Além disso, a internet oferece um número infinito de pares estereoscópicos para a pesquisa, antigos e modernos.

Aqui vai a receita:
Ingredientes: 1 Photoshop; 1 imagem estereoscópica (par); 3 canais RGB (não use layers)



1. Selecione o canal vermelho de uma das imagens do par (no Photoshop: menu Windows (janela) channels (canais). Selecione (Ctrl + A) e copie o canal vermelho (Ctrl + C);

2. Selecione o canal vermelho da outra imagem (Ctrl + A) e cole (Ctrl + V);

3. Ligue apenas a visão RGB no ícone “olho” do canal. Se você pressionar o RGB o canal vermelho ficará estático, não permitindo o ajuste da janela estéreo;

4. Pressione a tecla “V” e com o cursor ajuste a imagem.

 

Dicas:

- Para uma imagem colorida você vai precisar alterar a saturação do canal vermelho (menu Image / ajustes / matiz saturação escolher vermelho tirar a saturação em 30 a 50%)

- A amplitude da janela estéreo vai depender do ajuste que a imagem esquerda sofrer em relação à direita. O plano onde elas se coincidem será o plano da tela ou da impressão. Se você quer que um elemento fique aquém da janela, ajuste os canais, movendo-os para os lados. O movimento lateral fará com que a imagem retroceda ou avance. O ideal é chegar a uma visão confortável. Os exageros criam os famosos fantasmas."


O Marcos Muzi possui um álbum no Flickr para ser visitado usando-se um óculos bicolor.
Visite: http://www.flickr.com/photos/37341871@N05/sets/72157617206384610/

Ele também possui um espaço dedicado ao assunto:
http://estereoscopia.ning.com/

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Câmera digital 3D

Quem ainda não conhece, deveria conhecer essa modalidade tão antiga de fotografia 3D.
Tive oportunidade de produzir uma dessas imagens, com um acessório da década de 40 ou 50 que, ao ser acoplado na lente (testei na minha digital), fazia fotos 3D.
Prá minha surpresa a foto ficou ótima e, quando vista com óculos especiais, realmente dá a ilusão de possuir uma terceira dimensão.
Em 2009 a Fuji veio com a novidade digital: a câmera compacta Fuji FinePix Real 3D.
Ela tem 2 lentes e 2 sensores (CCD EXR) que capturam as fotos.
A Fuji resolveu lançar um kit envolvendo a câmera, um porta-retratos 3D e impressora 3D.
Segundo o fabricante será possível ver o 3D sem o uso de óculos especiais.
Veja mais informações sobre a câmera em:
http://www.dpreview.com/news/0809/08092209fujifilm3d.asp