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sábado, 30 de outubro de 2010

4 maneiras de comprar filmes fotográficos

09/11/06 - Raja disse:
Tenho uma câmera analógica e vi que há filmes rebobinados, na lata, na caixa... Esses filmes são confiáveis? Qual a diferença entre eles?

Resposta:
Há 4 maneiras de se comprar um filme:


1) Original na caixa - Esse é o mais confiável. Vem naquela embalagem plástica e ainda dentro de uma caixinha de papel, com data de validade impressa.


2) Original Pro-Pack - Esse é o mesmo filme anterior, mas acomodado em uma única caixa grande. Existem algumas embalagens que vem 3 ou 6 rolinhos apenas, em geral o fotógrafo compra a caixa fechada. Mas existem caixas com 50, em geral são os lojistas que compram para revenda. Nesse caso a data de validade fica na caixa grande e você acaba levando os filmes apenas na embalagem de plástico. Sai mais em conta mas precisa ver a data de validade.

3) Filme de Lata - São filmes em rolo, com 30 ou 40 metros de comprimento, que saem bem em conta, pois não vem na bobina de metal. Você teria que comprar, ir num ambiente zero de luz, e colocar em bobinas. As bobinas são fáceis de se conseguir em lojas de foto (laboratórios) pois vão para o lixo. Só precisa ficar atento depois com a leitura do ISO via código DX, pois se você colocar um filme de ISO 100 numa bobina de ISO 800, teria que corrigir o ISO na câmera manualmente, já que ela vai ler como 800. A data de validade estará na lata.


4) Filme Rebobinado - Este é o mais perigoso. A lata que estava à venda ia vencer e o fabricante resolveu ele mesmo colocar nas bobinas e vender. Sai hiper barato, mas precisa ver a validade e essa quem vai lhe dizer é o vendedor. Precisa ser loja de confiança. Além disso há o risco do filme vir com alguma área velada (por descuido com o ambiente escuro) ou mesmo arranhado. É indicado apenas para se fazer experiências.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fotografando com cromo

05/05/09 - Graziela perguntou:
Ouvi falar no tal do cromo e agora não tem quem tire isso da minha cabeça!
Já sei q a fotometragem deve ser precisa, q a revelação é diferente, mas q pode ser em C41, mas estou tão insegura...não sei se encontrarei onde revelar em Porto Alegre (na minha cidade tenho certeza q não tem!), que alguns tipos de ampliação perdem muita qualidade... Se você puder me ajudar a esclarecer isso tudo... nossa!!!!! To horas pesquisando e não chego a conclusão nenhuma! Não quero jogar dinheiro fora, pelo contrário, tenho filmes q ainda não revelei por falta de...mas a curiosidade é mais forte!
Resposta do Eduardo:
Cromo ou Slide é um filme positivo onde vc vê a foto no próprio filme ao contrário do negativo. Como o processo de revelação é diferente desse último, está cada vez mais raro vc conseguir uma revelação decente. Aqui em Sampa temos a Capovilla e a Instan Color, já revelei por eles.
Existe esse problema de fotometria uma vez que o Cromo é menos tolerante que o negativo mas não é desesperador assim como falam. Sugiro que, se vc não tem muito as manhas, fotografe cedo ou no fim do dia e evite muito contraste numa cena. Caso não tiver jeito dê prioridade pras baixas luzes que a qualidade é muito boa.
Nessas fotos usei cromo Fujifilm Velvia ISO 50:
http://www.flickr.com/photos/eduikeda/308790032/
http://www.flickr.com/photos/eduikeda/293440980/
Revelação cruzada é revelar um cromo no processo C41, de filme comum. Dá uma bela "zoada" nas cores, criando um efeito artístico às fotos
Resposta da Beth:
Cromo e slide é realmente a mesma coisa. Os termos acabaram se diferenciando pois antigamente a publicidade só trabalhava com slide, ou seja, não adiantava fazer uma super foto em negativo colorido e levar a foto prá eles comprarem que se não estivesse em slide eles nem iriam querer ver. O mesmo se dava com os Bancos de Imagens.
Isso se dava por conta da qualidade do material e da precisão das impressões gráficas feitas a partir dele. Como as agências em geral compravam para imprimir em gráfica (folhetos, folders, posters, revistas, outdoors...) então os slides eram a preferência nacional.
Além disso, o pessoal de publicidade sempre preferiu formatos maiores que o filme 135 (também conhecido como 35mm) e isso acabou gerando uma diferenciação de termos: slide era o de 35mm e cromo os formatos maiores (formato 120 e chapas).
Fotografar com cromo realmente não é fácil pois ele praticamente não tem LATITUDE, ou seja, sua tolerância a erros é baixa ou nenhuma, além do que o slide, depois de revelado, é a própria foto positiva, que pode ser impressa em papel ou projetada com o auxílio de um "projetor de slides".
A revelação desse tipo de filme é a revelação E-6, que envolve alguns banhos químicos, dentre eles o "banho de reversão" que faz ele virar do negativo para o positivo.
Alguns fotógrafos (eu me incluo nesse bando) gostavam de utilizar o slide e, na hora de revelar, optar pela revelação C-41, conforme o Edu mencionou. Essa revelação é a do negativo colorido. Quando usada no slide as cores ficam bem alteradas e o filme, sem tomar o tal banho de reversão, fica negativo e pode ser passado diretamente para o papel num minilab comum. Porém as cores ficam bem alteradas e aí é que entra o tal "efeito artístico". Veja minhas praias esverdeadas no ensaio "Beira-Mar" em http://www.flickr.com/photos/bethbarone/sets/72157601568556748/detail/
Quanto à passagem para o papel há diversos processos.
Caso você revele o filme como manda o figurino (E-6) então esse filme positivo pode:
- Ser passado diretamente para o papel através do Processo Direto, hoje em dia menos comum pois depende de máquinas especiais para isso. A qualidade é ótima.
- Ser passado para o papel através da criação de um "internegativo". O slide original é re-fotografado com um negativo colorido que depois de revelado é passado normalmente para o papel. Esse processo perde qualidade.
- Ser passado diretamente para o papel com minilabs digitais. Processo mais atual.
Já se você revelar no C-41 seu slide vai ficar negativo e daí é só encontrar um minilab que els mesmos passam para o papel.